sábado, 16 de junho de 2012

Não Pude Esperar~>

Eu não pude esperar.
Tinha que dizer que te amava.
Eu sei, me preciptei.
Mas você não sabe o que é te ver e não correr para te abraçar.
O que é sorrir com você e não poder te beijar.
O que é sentir seu cheiro e não dizer o quão maravilhoso é.
Porque quando deixo de fazer isso.
Estou me reprimindo tão duramente.
Chega a ser insuportavel existir.
Desculpe dizer assim que te amo.
Mas é o que sinto.
É o que eu sempre senti.
Amor por você.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Tardes Nubladas

São em tardes nubladas que mais lembro de você.
Quando sentavamos em bancos de praça para ouvir nossas musicas.
Nos sentiamos legais o bastante pra esquecer os problemas em casa.
Jovens tentando escrever histórias para contar a alguém, um dia.
E aquele seu sorrizo maroto logo ao anoitecer me deixava duvidas sobre nós dois.
Até que nossos amigos começavam a falar de amor.
Eu não tinha nenhum amor, talvez nem quisesse ter.
Chegava a ser embaraçoso não ter como se gabar de uma grande história a dois.
Lembro como você reparou isso em mim. O incomodo em meu rosto.
Eu olhei pra você, bem nos seus olhos que me encaravam seriamente.
Era algo novo, como se meu rosto falasse com o seu sem ao menos uma expressão.
E em um lápso de momento eu te beijei em pensamento.
Já era noite. Eu estava apaixonada.

sábado, 2 de junho de 2012

Adormecido

Adormecido, afundo-me em um pesadelo pertubador.
Acorde, acorde! - eu grito dentro de mim.
Mas como se fosse mais do que um carma e sim um legado
Meu sangue vira casca, minha carne morre.
Sem sentir dor, eu sinto raiva.
Sem agonizar, sinto prazer.
Não me provoque, pode ser perigoso.
Não se imponha ao meu desejo ou seu coração será esmagado em tua garganta.
E com um beijo sedento de tristeza te presentearei.
Adormecido, afundado, perdido e assustado.
Em meu mundo viro rei.
Onde este meu pesadelo será meu reinado, seu inferno.

sábado, 12 de maio de 2012

Me leve~>

Está cedo, você não precisa acordar.
Mas eu continuo sentindo nojo de mim mesmo.
Os nossos problemas são os meus problemas.
Eu perco minha cabeça para a loucura.
Ah não, o que é isso? Não consigo reconhecer mais as saidas.
Amor, desculpe por sempre estar errado.
Acho melhor não nos vermos mais.

E é isso que eu vejo no espelho.
Como se minha alma estivesse presa do outro lado.
O lado que eu não posso viver.

Me dê uma chance. Para melhorar.
Chorei tanto por você... por nós.
Não sei como tenho coragem de dizer que te amo.
Te fazendo tão infeliz. Me pergunto se existe solução pra mim.
Perdido na melancolia que criei.
Você diz: Olhe para as estrelas pois é isso que eu vejo dentro dos seus olhos.
E tudo o que eu consigo te dar é uma vida mediucre.

Eles me perseguem todos os dias.
Aqueles que desejam a minha infelicidade.
Os meus demonios favoritos.

Eu ouvi você dizer que estava tudo bem.
Quero acreditar nisso mais do que ninguém.
Mas será que está?
Não, eu não te tratar mais como um lixo.
Não, eu não quero ser o motivos das suas lagrimas.
Eu não quero destruir as estrelas que vivem em meus olhos... Porque elas são você. 
Meu amor. 


Luiz Daniel.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Negue~>

Eu respirei a neblima formada pela sua alma.
Naquele lugar onde podemos chamar de nosso.
Sinto sua falta, a cada momento. A cada brisa suave que costumava trazer seu perfume.
Por enquanto vou continuar negando meus sentimentos.
Estaremos seguros por mais uma noite.
Voltarei para casa. Para segurar sua mão mais uma vez.
Para beijar seu rosto e dizer boa noite.
Tentar olhar em seus olhos e fingir que tudo está bem.
Enquanto a angustiante atração sufoca o meu peito.
Por mais uma noite. Vou deixar a tristeza me abraçar com seus braços congelantes.
Esperando que um dia seja os seus braços.
Esperando o dia em que eu possa ser imensamente feliz em ter você ao meu lado.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Saudades~>


Deite-se, descanse seus olhos. Tente sonhar com o nosso jardim de borboletas.
Eu não espero que você entenda o que eu sinto.
Mas eu te ajudarei a lutar contra toda a tua dor.
Ajudarei a superar o medo da solidão. Enquanto o nosso sol brilhar.
Está cada vez mais frio o caminho de casa. Não vou chorar se você quiser partir.
Mas quero que você saiba, é com o teu abraço que me sinto segura, que me sinto a salvo.
Acredite. Enfrentaria os meus medos para te ter ao meu lado quando acordasse.
Mas de alguma forma. Sabemos que o nosso amor nunca vai ser verdade.
E em meu coração ele sempre irá viver. Quando a solidão vier me visitar.
Lembrarei  de seu rosto alegre, brilhante. Como os dias mais felizes que vivi.
Caso não tenho o dito ainda. Eu amo você.

domingo, 8 de abril de 2012

Lutessa. I

Lembrava-se daquela noite. Estava frio, como se sombras congeladas a tocasse.
Estava correndo para a floresta, cercada de árvores brancas e secas.
Parecia uma história sendo contada em sua cabeça. As corujas a observavam como se tivesse alguém atravez de seu olhar a vigiando.
Então sorriu, com parte dos seus cabelos cor de noite sem luar escondendo seu rosto. Parecia gostar da solidão. Parecia gostar do medo que respirava.
Momentos antes contava do quão insatisfeita estava com sua vida. De alguma forma machucava, magoaca seu unico amante. O enganado, mentindo sobre si. Que tudo passaria.
Mas não passou e agora estava fugindo para dentro de si mesma.
Não se dando escolha. Até que foi encontrada por ele, exausta, desmaiada. Com a pele mais palida do que de costume. Teve seu corpo abraçado. Escultando ele orar para que ainda estive consigo. Puxando o ar para seus pulmões ela sussurou: Levai-nos para casa, eu preciso do calor de seus braços agora e para sempre.
E beijou-lhe o rosto.
 "Não preocupa-te. Não importa o quão longe tu correr. O quanto conseguir se esconder. Eu a acharei. Apenas com o meu coração."